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Postado dia 27/08/11 por [name] |

 

Dance Dance Revolution é um simulador de dança criado em 1998 pela Konami, sendo parte da linha de jogos musicais (de arcade) Bemani, que inclui títulos como Guitar Freaks (guitarra), DrumMania (Bateria), entre outros. Dispensa qualquer apresentação, DDR gerou diversos clones ao longo dos anos, como o coreano Pump it Up!. Esta é a terceira versão numerada do Game Boy, que conta com cinco jogos: DDR GB, GB 2 e GB 3, GB Disney Mix e Ohasuta! DDR GB (dedicado a músicas de um programa infantil japonês) e exclusiva do Japão

 

A maior dificuldade em adaptar o ritmo de jogo de ddr para um portátil era o fato de não poder apertar os direcionais opostos (em passos duplos como esquerda+direita ou cima+baixo),  daí temos duas opções: O mini dance-pad lançado pela Konami (conectado ao GB), e a opção para os mais sem grana: os botões a e b do game boy color funcionam como direita e cima respectivamente. Com isso bem resolvido, a jogabilidde flui excelentemente bem (exceto se você usar um emulador sem um controle) e você não terá problemas com os comandos simples.

 

 

As versões 8-bit das músicas das versões de mesa/arcade estão excelentes, a melhor música, com certeza é o remix 8bit de "Luv to Me AMD MIX Hard ver". que está acima da média. Ao contrário do primeiro jogo, todas as músicas estão liberadas em seus três níveis de dificuldade (Basic, Trick e Maniac)

 

Em termos de jogo, temos os tradicionais Arcade, com três musicas em sequência, podendo escolher, o Nonstop Mode, com setlists para "dançar", cada setlist de quatro músicas e o Free Mode, que é bom para praticar.

 

O Game boy color é um console 8-bit, então seria impossível fazer uma esteira como a do ps1/arcade (lembrando, q falo da época do jogo) com o personagem dançando e as setas passando por ele, então "dividiram" a tela em duas, deixando a esteira do lado esquerdo (como no jogo mesmo), do lado direito fica a barra de vida, o personagem dançando e a pontuação. Tudo organizado, e um tanto animadinho (pra um 8-bit)

 

É um excelente jogo, adaptado para o portátil de maior sucesso do mundo (Até lançarem o DS).  Jogabilidade simples e viciante (e não cansativa), um som bem adaptado e os gráficos são na média para um portátil de 11, 12 anos a época do lançamento de DDR GB. O único porém é que não tem tantas músicas quanto as versões de mesa.

 

Postado dia 14/07/11 por [name] |

 

Há algumas semanas atrás, você conferiu no Gamers Invaders, a análise de Harry Potter and The Deathly Hallows Part 1: The Videogame, um jogo que apesar dos defeitos, é jogável e passável (seu score aqui foi um C). Um ano se passou, e como o DS já é um console em fim de vida, o que poderia se esperar da sequência baseada no oitavo filme de Harry Potter, é um jogo pior que seu antecessor, certo? É o que veremos aqui. E sim, o review foi escrito as pressas para bater com o lançamento do jogo.

 

O jogo se baseia no oitavo filme, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2, e começa de onde o jogo anterior terminou. Bem, mais ou menos, já que o jogo terminou após Harry, Ron e Hermione fugirem da mansão Malfoy e Dobby morrer, e neste jogo, você terá que refazer este trecho, começando com o auxílio de Dobby e a Fuga da Mansão. De lá, Harry e seus amigos terão que planejar o próximo passo para encontrar as horcruxes restantes e liquidar de vez Lord Valdomero, digo, Lord Voldemort... Malditos trendings do Twitter que nos forçam a criar piadas como essa...

De qualquer modo, o número de personagens jogáveis aumentou, assim como suas funções. Ao invés de termos apenas Harry, Ron e Hermione, com o jogo alternando o parceiro de Harry no anterior, aqui temos uma boa gama de personagens. Ainda serão alternados conforme a necessidade do capítulo, porém sendo bem mais do que três, cada um tem uma função única. Harry pode consertar objetos quebrados, Hermione pode abrir certas portas, Ron pode usar seu desiluminador para transportar a luz de uma lampada até a outra, Neville faz plantas crescer, Minerva Mc Gonnagall se transforma em uma gata. A versão de DS conta com um personagem exclusivo, que é o professor Flitwick (Toma essa, consoles principais!).

Esses feitiços de Função única (exceto o de Minerva) são executados da mesma maneira que em Lego Harry Potter, clique no objeto e faça o desenho indicado com a stylus na touch screen. Alguns objetos podem ser interagidos na tela, com um toque neles e depois "raspando" com a stylus da esquerda para a direita. Isso é necessário para resolver alguns puzzles. Afora o feitiço único, há o feitiço de ataque (clicando no alvo), o protego, feitiço de defesa (segurando o L ou R), um feitiço para atordoar (varia a animação, mas o efeito é o mesmo) e o feitiço multiplo, que atinge os inimigos em um arco de ataque..

Por uma graça divina, a produtora eliminou os feitiços auxiliares e ítens do jogo, as poções de cura são encontradas ao derrotar alguns inimigos. Por outro lado, para incentivar um pouco a exploração dos cenários, existem em cada estágio, 4 pedaços do Brasão de Hogwarts e um emblema da marca negra. Achando os quatro pedaços do Brasão, pode-se aumentar um pouco a barra de vida (em um coração) ou aumentar a barra dos feitiços de atordoar. Achando-se as dez marcas negras do jogo, habilita-se Valdomero no modo multiplayer.

O jogo corre com mais naturalidade que o anterior, a alternancia entre personagens para fazer puzzles é uma das chaves para poder se prosseguir aqui, e tem certos puzzles que, sinceramente nem sei como consegui resolvê-los. Não que estejam difíceis, mas estão mais complexos que os puzzles na cara que encarei em Lego Harry Potter, os inexistentes de Harry Potter 7.1 e os fáceis de Zelda Spirit Tracks. 

Por incrível que pareça, o jogo está mais bonito que seu antecessor, com modelos menos robóticos e mais semelhantes aos atores, no jogo eles estão bem inseridos nos cenários, que afora pequenos bugs (numa queda - do jogo - eu percebi)  estão melhores e mais detalhados que o anterior. E também mais variados, diga-se de passagem.

E olha pessoal, dessa vez eles colocaram trilha sonora no jogo, viu? A trilha dá o toque exato do que o espera, com bons temas. Diabos, eu não cairia tantas vezes no trecho da fuga da ponte se aquela música não desse o clima de urgência. De qualquer modo, mesmo que você não vá assobiar os temas do jogo, eles são ao menos razoavelmente bons.

Finalizando... Posso estar sendo empolgado demais? Sim, geralmente fanboys de uma determinada franquia passam por cima dos defeitos dela para colocá-la num pedestal e isso pode influenciar em notas de analisadores... Sei, porque já fiz isso e também já fiz o contrário, elogiei algo de uma franquia que não gosto. Mas, voltando ao review, o jogo está bem melhor que o anterior... Só não garanto que você goste, eu fiz minha parte, joguei, gostei e analisei, o resto é com você.

 

Postado dia 14/07/11 por [name] |

Eu já joguei muitos jogos musicais, desde Dance Dance Revolution a Guitar Hero (com periféricos que possuo - tapete e guitarra) a jogos que não precisam de instrumento (Daigasso! Band Brothers, Elite Beat Agents, Beatmania GB) e em 2009, a Activision lança para todas as plataformas, o jogo Band Hero, que nada mais é do que um Guitar Hero casual, mais brando e com trilha menos rock. Dito isso, a Vicarious Visions (que produziu os dois Guitar Hero de DS - On Tour, On Tour: Decades e On Tour: Modern Hits,  jogos que deixando as dores de lado, são decentes) ficou encarregada de fazer a versão para o portátil da Nintendo... Veremos se ela se saiu bem.

 
O jogo é um Guitar Hero (praticamente), monte sua banda criando seu personagem e colocando outros personagens já existentes nela, já famosos da franquia. Depois disso, saia tocando em locais diferentes e... Só. Não há um progresso, músicas a serem desbloqueadas. Sim, já estou malhando o jogo antes de falar da jogabilidade, o que significa que isso não vai terminar bem. Vamos ao próximo parágrafo.

Antes de mais nada, se você quer ter a experiência completa, não jogue num DSi. Como a capa diz, o jogo é "DS Lite Exclusive", e explicarei o motivo. O jogo vem num bundle, com o jogo, um Guitar Grip (acessório já familiar de quem jogou GH: On Tour) e o Drum Grip, que encaixado na parte inferior do DS Lite, faz as vezes de Bateria. O guitar Grip serve para o baixo e para a Guitarra. Com uma interface nada amigável você escolhe o instrumento, a dificuldade e seu Rock Star. Nos parágrafos a seguir, explicarei como funcionam os instrumentos.

Encaixando o Guitar Grip na entrada para GBA do DS, e segurando o console como em Ninja Gaiden (aberto como um livro), as notas descem na tela "esquerda" e se aperta os botões do Guitar Grip, combinando com Palhetadas na tela de toque (sim, o bundle vem com uma stylus customizada como palheta). Simples, funcional... Mas MUITO doloroso. Antes do jogo começar, a tela recomenda que você encontre uma posição confortável para jogar e que dê um break de vez em quando... O problema é que depois de 15 minutos, TODAS as posições de jogo são dolorosas.

O Drum Grip funciona de maneira mais confortável, já que ele encaixa no DS Lite e substitui os botões frontais do console pelas cores. As notas descem na parte de cima e você as toca, sem mistério nenhum e é relativamente fácil. A parte dos vocais é só cantar e... Só.

Durante o jogo, tem dois ícones na tela de toque, um ativa a Star Power (que também pode ser ativada com o botão L) e um que é um minigame para aumentar a barra da Star Power. São cinco ou seis minigames, todos imbecis e que usam a stylus. A princípio parecem legais, mas se repetem com o tempo e quebram o ritmo de jogo.

Visualmente pode parecer bonito nas fotos... Só nas fotos, pq sinceramente, depois de um tempo, os gráficos do jogo parecem ser deprimentes e como você ficará mais de olho nas notas, nem notará isso. Mas é algo a ver e se considerar, sabemos que a capacidade do DS é BEM mais do que aquilo.

A trilha é bem morna, o problema do jogo é que as músicas são organizadas por ordem alfabética, e não por dificuldade. Não há setlists, você coloca três músicas seguidas e pronto, as toca. Não há nem o objetivo de se tornar uma lenda. Além do que, tocar Black Eyed Peas não está nas minhas prioridades, diabos, podiam ter deixado eles pro DJ Hero, sei lá.
Finalizando, Band Hero acerta em alguns pontos, mas deixa a desejar em muitos outros, se você quer uma experiência musical sólida no DS, tente Elite Beat Agents ou os dois Rock Band do portátil. Este aqui serve apenas como aperitivo.

Postado dia 05/07/11 por [name] |

 

Super Mario Bros é um jogo atemporal, praticamente todas as pessoas que jogaram videogame um dia já o jogaram, desde o NES, passando pela compilação do SNES, até a recente recompilação do Wii. A análise de hoje, é do porte que o jogo recebeu no ano de 1999.

 

O jogo é um port direto do jogo original de 1985, que conta a história de Mario, que juntamente com seu irmão Luigi parte para resgatar a princesa Peach, que foi sequestrada pelo Bowser. Sim, amigos, é a mesma coisa de sempre, desde SMB até Super Mario Galaxy. Não, sério gente, não precisamos desenvolver muito nisso, é bem simples!

 

A jogabilidade se mantém intacta em sua essência, só que agora foi adicionado um mapa para cada mundo (mais ou menos como em Yoshi's Island, com progressão linear). Novos mundos (Baseados em Super Mario Bros 2/Lost Levels) e modos foram adicionados, aumentando a vida útil do jogo. Num se deve encontrar certos ítens na fase. Num outro modo, é necessário apostar uma corrida com um Boo durante a fase, sendo que tem que pular embaixo de switches para continuar o percurso (as fases não tem, inimigos e os abismos são cobertos). Admito que apesar de passar pouco tempo nesse modo, é bem diveritido. 

Visualmente se mantém intacto, porém como a resolução de tela do GBC é menor que a da TV comum, será necessário colocar para cima ou para baixo para ver alguns elementos do cenário. Outra coisa que foi levemente modificada, foi a lava é animada, enquanto que no original ela era estática. Acerca disso, continua igual ao jogo original.

Sonoramente continua igual, com ótimas músicas, mas um débil mental na nintendo achou que seria legal ter um pi... pi... pi... na tela dos mapas. Francamente. Os efeitos são ótimos, provando que o trabalho de Koji Kondo é marcante. 

Finalizando, salvo a resolução que torna as coisas meio chatas, Super Mario Bros Deluxe é uma boa pedida para seu game boy color, mas se tiver escolha, sinceramente, prefira Super Mario Land 2: 6 Golden Coins que é uma maravilha.

 

Postado dia 14/06/11 por [name] |

Sempre que sai um filme, é quase tradição sair um jogo baseado nele, e há 10 anos a Electronic Arts é responsável pelos jogos dos filmes de Harry Potter (com exceção do Lego Harry Potter: Years 1-4, da Warner Bros/TT Games), e no ano passado, foi lançado o sétimo filme de Harry Potter, que será dividido em duas partes, a segunda estando prestes a ser lançada esse ano. E na cola dele, um jogo para os principais consoles. Veremos aqui se o jogo consegue empolgar tanto quanto o filme.

 

O jogo segue a premissa do filme que se baseia no livro, com modificações óbvias. Após a morte de Dumbledore nos eventos de Half-Blood Prince, Harry, Rony e Hermione resolvem sair atrás das horcruxes, os pedaços da alma de Voldemort. Dois já não existem mais, o diário de Riddle e o anel dos Gaunt. Então, cabe ao trio, sem nenhuma ajuda, achar os pedaços que faltam. E eles já não estão mais na segurança de Hogwarts e é hora de saber se o que eles aprenderam em Hogwarts, servirá para a vida fora da escola.

 

 

O jogo tenta ser de ação, logo na primeira sequência há um (dos poucos) momento rail shooter, aonde você deve tocar no oponente com a stylus para lançar feitiços nele, com a visão em primeira pessoa (similar a Time Crisis), porém não chega a ser muito empolgante. O jogo em si é um rpg de ação, ou quase isso. Você conta com um feitiço básico, e alguns de apoio pra determinadas questões, além do companheiro (podendo ser Ron ou Hermione) ter um feitiço próprio. O personagem se guia com a Stylus, como em Zelda: Spirit Tracks, Lego Harry Potter e Ninja Gaiden, andando normalmente com o toque próximo do personagem e correndo colocando longe. A esquiva é feita riscando a tela duas vezes na direção que se quer esquivar.

Apesar da movimentação do personagem ser realista (ele não se vira instantaneamente, mas demora no processo). Os feitiços auxiliares (e ítens, são acessados por um submenu), que apesar de serem práticos, são ao mesmo tempo confusos. O feitiço auxiliar é feito com uns cliques, mas há um atalho... Que aparentemente só é configurado para canhotos, pois está no botão X, mas a mão disponível está segurando a stylus, o que torna o atalho inútil para destros. O feitiço principal é feito com cliques no inimigo, tornando a partida um metralhar da stylus.

Para recuperação de energia, é necessário encontrar ingredientes pelo jogo (verificando mato, pedra e coisas interagíveis) e aí fazer a poção (com o select). Então, começa um minigame semelhante ao dos jogos anteriores. O jogo é de dificuldade mediana, com um ou dois pontos mais tensos, mas no geral é tranquilo,basta saber gerenciar os itens. A batalha mais difícil é contra o Riddle do medalhão, de resto é mais leve. O jogo também tem o defeito de terminar num momento anticlimax total, ao menos no DS, não passou emoção nenhuma.

 

Graficamente, no jogo possui modelos vistos de cima aceitáveis e até bem feitos, com cenários que realmente passam a sensação de não estar em Hogwarts. (e graças a deus aquela cena lamentável da dança foi tirada... Não minta, você TAMBÉM fez facepalm quando viu) Agora nas cutscenes... Ao invés de vídeos da versão maior, temos modelos poligonais feios e cenários mais ou menos. Sério, o DS tem capacidade de reproduzir vídeos bonitos, as cutscenes animadas de FF IV, abertura e cena inicial de Sonic Colors estão aí pra provar isso. Tudo bem que é um jogo baseado em filme com orçamento curto e prazo apertado, mas Half-Blood Prince no PS2 tinha cutscenes bacanas.

 

Tudo bem, respirem fundo... O jogo não tem dublagem, a trilha sonora, tem... Uma ou duas músicas , e os efeitos são uma porcaria. Sim, esse parágrafo foi bem curto porque não há muito o que falar.

 

Finalizando, Harry Potter and The Deathly Hallows Part 1: The Videogame é dispensável, não é bom, nem ruim, apenas um título feito nas coxas para arrendar algum dinheiro. Se quiser uma boa adaptação, espere por Lego Harry Potter: Years 5~7. É aquele negócio, vale se você for fã, pra apenas UMA jogada, todos os outros, dispensem e vão jogar algo mais interessante.

Postado dia 01/06/11 por [name] |

Ah, a Luta Livre. O esporte nobre... Ops, complemento de frase errado! Ah, sim... A Luta Livre, um dos esportes mais estilosos do mundo, aonde visual e pancadaria se complementam. Nos anos 90 surgiram excelentes jogos de WWF, aonde podiamos surrar pessoas como Hulk Hogan, TheUnderTaker, Yokozuna, entre outros, sem o menor esforço, o que seria impossível na vida real, já que o mais fraco deles tem força o suficiente para nos surrar daqui até a semana que vem sem o menor esforço. E o melhor deles, com certeza foi o WWF Wrestlemania Arcade, lançado pela Midway.

Com jogabilidade simples, personagens em motion capture (semelhante aos lutadores dos 3 mk's clássicos), não demorou a ganhar um port para os consoles da época, o Mega e o SNES. Inclusive na época, cheguei a jogar a versão de snes no próprio videogame, e lembro, como um garoto de 9, 10 anos que tinha bom gosto e escolhia o UnderTaker (é Cyber Woo, o UnderTaker é melhor que o Doinke ponto final), porém, com a habilidade de um orangotango de luvas, levava surras abissais do próprio Undertaker (o que é completamente compreensível, nem tanto para um garoto cansado de zerar double dragon II, ou seja, derrotar os shadow warriors era moleza, difícil era ganhar do UnderTaker.). Pois bem, paremos de devaneios e vamos com o review dos ports caseiros de WWF Wrestlemania.

O jogo tem um objetivo bem simples, controlando um dos seis lutadores (versão SNES) ou oito (Versão Mega) disponíveis, ganhar o título de melhor lutador do mundo, lutando contra todos os outros. Escolhendo entre Shawn Michaels, Bret 'Hitman' Hart, The Undertaker, Doink The Clown, Lex Luger,Razor Ramon, Yokozuna (Somente No Mega) e Bam Bam BigeLow (Somente no Mega), derrote todos e adquira os cinturões de melhor do mundo.

Jogativamente, são os melhores jogos do gênero em ambos os consoles. Só há uma ressalva na versão mega drive quanto ao mapeamento de botões, que a princípio (mais pelo meu controle que é estilo ps1) é confuso. Mas nada que algumas jogatinas não resolvam. Em geral, temos dois botões para soco e dois para chute (tendo a versão snes como padrão) e um botão para defesa. Combinando alguns botões determinados você pode dar a corrida para usar a lona como estilingue e acertar golpes encaixados para causar mais dano. Usando alguns comandos conhecidos de jogos de luta (como o meia lua + chute fraco com o Undertaker) é possível executar algumas técnicas especiais. Se por um lado, o SNES tem uma funcionabilidade maior, o Mega tem mais personagens, o que dá um melhor replay value. O jogo possui apenas dois modos de jogo, em ambos você confronta lutas com os outros, e chegando nas finais, são 2 contra um, ou três contra um, ou até um survival contra oito lutadores seguidos (sempre em 2 x 1).

Graficamente, o SNES dá um banho no Mega. Como visto nas fotos, a versão de SNES traz gráficos mais parecidos com os do Arcade. Os lutadores estão bem feitos, embora só haja um cenário e isto não seja lá muito animador. (Algumas alterações nas cores dos cenários viriam bem a calhar, como no ótimo Saturday Night Slam Masters (Arcade/Snes/Mega). No mega, a limitada palheta de cores do console contou contra, embora ter Yokozuna e BigeLow possa ser um mérito do 16bit da SEGA.

Sonoramente não tem tanto destaque, as músicas são poucas e as vozes dos lutadores são genéricas, mas os efeitos sonoros são bons, e fazem referências a outros jogos da Midway, comoNBA JAM (é normal ouvir um BOOM SHAKALAKA durante as lutas) e Mortal Kombat (Toasty!). Pensando bem, a trilha é realmente esquecível.

Finalizando, relacionando potência com conteúdo final, a versão de Mega perde ligeiramente, pois embora tenha mais personagens, é menos potente que a versão de SNES. Ainda assim, são ambas boas conversões, mas pecam em número de personagens, pois as versões anteriores de WWF tinham as vezes 10, 12 ou mais lutadores. Embora poder usar o UnderTaker pra dar um chute no saco de Shawn Michaels e escutar Dan Forben gritando: TOASTY! simplesmente não tem preço, por isso, WWF Wrestlemania leva Score B.

Postado dia 10/05/11 por [name] |

Das inúmeras séries de luta lançadas para o Neo Geo, as poucas que conseguiram mesmo se destacar, foram King of Fighters, Art of Fighting, Fatal Fury, Samurai Shodown, e em menor escala, World Heroes. A maioria das outras ficou no limbo. Talvez as 5 pessoas que jogaram Fighters History se lembrem do jogo, mas é só. Voltando ao assunto, em 95 chega o quarto episódio canônico de Fatal Fury, e o quinto lançado. Com a frase "Adeus, Geese" Real Bout Fatal Fury foi lançado nos arcades em dezembro daquele ano.

Após a última batalha, Geese Howard havia obtido os pergaminhos dos irmãos Jin durante a confusão. Apesar de reconhecer o poder deles, Geese Howard não tem utilidade para eles e manda Billy os queimar. Renascido das trevas (conhecidas como "Transito de São Paulo"), Geese toma o controle de SouthTown mais uma vez e organiza um novo King of Fighters, para mostrar quem é que manda naquela cidade.

Primeiramente, falando sobre o elenco, é o mesmo de Fatal Fury 3: Road to The Victory, com as adições de Geese, Yamazaki, os irmãos Jin (Chonshu e Chonrei) como personagens jogáveis (no jogo anterior, eles eram apenas controlados pela CPU), mais Duck King, Kim Kaphwan e Billy Kane, totalizando 16 personagens.

O sistema de jogo é o de 3 linhas do anterior, com uma linha central de lutas, e duas auxiliares, aonde pode se escapar de golpes e contra atacar dali. A mecânica em si, foi simplificada em relação a Fatal Fury 3, para garantir uma maior fluência das lutas. Digo por experiência que o jogo melhorou muito (a diferença dos lançamentos de FF3 e Realbout é de menos de 10 meses) e os movimentos estão mais fáceis de serem executados. Diabos, nunca consegui fazer um power geyser em Fatal Fury 2 ou FF 3. Cada personagem tem seus movimentos únicos e estilo que se adapta a cada jogador. Aqui não tem os shotoclones que infestam os jogos de luta. 

 

Nas beiradas das arenas (exceto na Geese Tower) há locais aonde é possível aplicar Ring Outs (ou na linguagem popular: Jogar pra fora da arena) nos adversários, idéia inserida em Virtua Fighter. O sistema de escolha de lutas é simples... Você escolhe seu adversário, e terá que enfrentar outros dois lutadores no mesmo cenário. E assim, sucessivamente até encarar a luta derradeira contra Geese.

Graficamente, é bom, embora não apresente muitos cenários, são menos que o antecessor. Ainda que sejam bonitos, alguns são inferiores aos de Fatal Fury 3. Os sprites em sua maioria foram reaproveitados, sendo que tivemos algumas poucas mudanças, como a roupa de Blue Mary. Mas no geral, os lutadores estão em sua melhor forma pixelizada, por assim dizer, e os novos lutadores estão excelentes. Os movimentos estão fluidos e menos exagerados que em FF 3. A arte do jogo também é muito boa, por assim dizer.

 

A parte sonora é um show a parte, a trilha conta com ótimos temas, destaque especial para os de Terry Bogard, Duck King e é claro, o tema do Geese que sempre é foda! Na parte de dubladores, todos cumprem bem seu papel, não sendo necessário muito desenvolvimento nesse departamento. 

 

Outras versões:

 

Real Bout ganhou três outras versões (além de uma sequência),  uma, saída pro próprio Neo Geo, é intitulada Real Bout Special, que conta com mais personagens jogáveis, o mais notavel sendo Krauser. O PS1 ganhou uma revisão de Real Bout Special, intitulada Dominated Mind, cujo enredo se centra no personagem Alfred (introduzido em Real Bout 2), e contando com um novo vilão, White, que foi inspirado num personagem do clássico filme Clockwork Orange. E o Game Boy, recebeu em 1998 uma versão reduzida de Real Bout Special, sendo parte da série Nettou!! (Uma série de versões portáteis de jogos do Neo Geo), criada pela Takara.

 

Finalizando, Real Bout ~Fatal Fury~ é um dos melhores jogos da franquia e diversão recomendada para qualquer um que curta jogos de luta, leva nota S e o selo Chuck Norris de Qualidade.

 

 

Postado dia 22/03/11 por [name] |

Ninja Gaiden, é uma franquia que é conhecida por sua extrema dificuldade, tanto nos jogos da trilogia clássica (NES, e compilação do SNES), quanto no Arcade ou nos jogos da era moderna, no Xbox/Xbox 360 e PS3. Nesse recanto de jogos, há um pouco lembrado, ou pelo menos não muito citado pelos fãs que só lembram "Trilogia clásica, Trilogia clásica, Trilogia clásica... (ad infinitum)", que é uma das versões portáteis da série (junto com Dragon Sword de DS e o Ninja Gaiden de Game Gear), falo de Ninja Gaiden Shadow, do Game Boy.

Ninja Gaiden Shadow teria sido originalmente um remake do primeiro Ninja Gaiden de NES, mas a desenvolvedora do jogo, Natsume (Hoje conhecida pela franquia Harvest Moon) decidiu por um enredo inédito. O jogo funciona como um prequel do primeiro Ninja Gaiden, situando-se 3 anos antes dos acontecimentos desse. O jogo conta a batalha de Ryu Hayabusa para salvar a cidade de Nova Iorque das garras do Imperador Garuda, que ameaça a cidade.

 

A mecânica de Ninja Gaiden shadow é uma versão reduzida e adaptada da mecânica original, devido as limitações do Game Boy (mais em relação a telas do que Hardware), o número de habilidades de Ryu foi diminuído (agora ele só tem a magia de fogo) e não pode grudar em paredes, mas pode se pendurar em certas plataformas, como em Ninja Gaiden 3: Ancient Ship of Doom e tem um gancho (Cima + Pulo) para chegar em plataformas mais altas (desde que estas permitam se pendurar), sendo que ele pode atacar enquanto o gancho o suspende.

 

O design de fases é bem feito, porém menos complexo e com MUITO MENOS abismo que os clássicos jogos de NES, e oferece menos armadilhas e inimigos lazarentos que estas versões. A dificuldade em Ninja Gaiden Shadow é vertiginosamente menor que nos jogos de NES, ao menos nas duas primeiras fases, para habituar o jogador às mecânicas do game, e depois da terceira fase, o desafio começa verdadeiramente, com certos inimigos posicionados estratégicamente para fazer você arrancar os cabelos e chefes com padrões de ataque mais inteligentes que uma lesma (os dois primeiros chefes por exemplo) e particularmente, a sequência de lasers antes do último mestre é algo de se xingar a mãe dos programadores, algo comum a cada 20 segundos nos jogos de NES e a forma demoníaca do Emperor Garuda é algo de se chorar pela mãe, a não ser que esteja com o sangue cheio, boas magias e o ataque de maneira certa como se não houvesse amanhã.

 

Como o primeiro game boy era monocromático, não posso dizer que os cenários sejam coloridos, não é? Mas ainda assim, são variados e a sequência em que Ryu tem que correr rápido, antes que o teto o esmague feito hamburguer é particularmente bem bacana e o cenário do castelo de Garuda é realmente bem detalhado, percebe-se isso quando estamos naquela sequência miserável de lasers que fez eu xingar a mãe de cada programador após zerar o jogo. Ryu é particularmente parecido com a versão de NES (exceto óbviamente pela cor), enquanto os inimigos estão igualmente interessantes, os chefes tem designs realmente criativos, uma das poucas coisas que senti falta aqui, foram das sempre bem arquitetadas cutscenes de Ninja Gaiden entre os estágios, aqui só temos as cenas na abertura do jogo e uma pequena no encerramento.

 

Sonoramente, é muito bom, as músicas são eletrizantes e passam um excelente clima para a ação. Sério, muitas delas são versões dos jogos de NES, mas com a diferença de hardware sonoro, elas soaram muito bem no Game Boy, o que é um alívio, já que as músicas ficaram medianas na compilação do SNES. 

 

 

Finalizando, Ninja Gaiden Shadow é uma ótima experiencia de jogo, que comprime num cartuchinho de game boy, toda a ação hardcore de Ninja Gaiden, e é um ótimo cartão de visitas para novatos, como poucos defeitos, deixo a curta duração do jogo (pouco mais de uma hora consecutiva), a quantia menor de fases (5 ao invés dos 6 do jogo original) e a falta das cutscenes. Então, Ninja Gaiden Shadow leva Score A e nosso selo Bart Simpson de qualidade.

P.s: comecei a escrever esse review após comer uma paçoquinha e tomar um suco de melancia no almoço.

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