Ah, o Nintendo 64, o sucessor do lendário Super Nintendo, terra de fiascos como o N64 Disk Drive (A Nintendo enrolou tanto com o periférico, que de salvador da Pátria [Ele abrigaria o fenomenal Zelda Ocarina of Time], virou acessório de luxo e supérfluo, que de mais interessante teve o F-Zero X Expansion Kit que agregou valor ao já excelente jogo). Mario Kart, uma das melhores sacadas da Nintendo no SNES, juntar Mario e sua turma em corridas divertidas e que fizeram excelente uso do Mode 7, dando um efeito interessante que faltou em jogos do Mega, que não possuia o recurso. A dificuldade, a sensação de velocidade (um bom piloto tomava distância dos demais e dava voltas neles), os power-ups bacanas e o modo Battle provaram que a Nintendo realmente sabia fazer a diferença em seus consoles próprios. Mario Kart é um dos (senão o principal) motivos pelos quais eu quero um DS. No sucessor do Super Nintendo, a Nintendo tratou de criar a sequência das corridas alopradas de Mario e seus Amigos.
Mas, será que após quinze anos, Mario Kart 64 ainda é o ápice da série?
Assim como o anterior, é uma série de corridas malucas, aonde o objetivo é chegar em primeiro, usando de todas as artimanhas possíveis, boa pilotagem, conhecimento de atalhos e é claro, os ítens que sempre acabam com uma amizade. Afinal, não vai dizer que você nunca sacaneou seu colega, acertando um casco vermelho próximo da linha de chegada? Vamos, admita, você era cretino sim na época do SNES, eu sei disso, não minta para mim!
Agora a gama de ítens aumentou, adicionando aos anteriores, os ítens triplos (três cascos, que rodeiam o usuário, prontos pra serem arremessados, três cogumelos que tem uso óbvio), o cacho de bananas (útil para salvaguardar a traseira), o cogumelo dourado, que garante turbos infinitos enquanto durar o efeito e a evolução do casco vermelho: O casco azul de espinhos, aquele que é item de sorte e salvador da patria em determinadas ocasiões. Ele simplesmente busca o primeiro colocado pela pista toda, e ai de quem estiver no caminho.

As pistas, diminuiram de número em relação ao jogo anterior, de 20 para dezesseis, embora por outro lado, aumentaram os tamanhos (levemente) e você não terá muita sensação de deja vu (apesar de serem vinte pistas, eram cinco ou seis layouts, se repetindo 3 bowser castle, 3 boo valley, 4 ou 5 mario circuits, embora seja mais causado pelas limitações do snes). Os designs dos temas das pistas estão ótimos e variam bastante, desde o velho oeste, até as selvas ou o castelo de bowser mesmo.
A jogabilidade continua a mesma do SNES, o analógico do Controle do Nintendo 64 é preciso o suficiente para te dar o controle do piloto, porém há falhas. Não na jogabilidade em si, mas nos ítens. O SNES te permitia usar dos ítens para tomar posições e abrir distância dos pilotos, já em Mario Kart 64, eles são usados apenas para tomar as posições, porém o adversário estará dois segundos depois no seu cangote. A possibilidade de quatro jogadores em uma mesma partida (infelizmente não em campeonatos) aumentou o replay do jogo, e o Battle Mode melhorou consideravelmente, com a possibilidade de quatro pessoas de degladiarem ali mesmo.
Os gráficos são a benção e maldição do jogo. Os cenários estão estupendos em certa parte, o design das pistas é criativo e os locais do battle mode são ótimos, porém... Os pilotos e alguns detalhes do cenário são num 3d renderizados, o que a princípio pode não incomodar, mas depois cansa, principalmente quando percebemos como jogos do próprio N64 usam o 3d poligonal (Diddy Kong Racing usado como exemplo) e dão uma sensação de velocidade ao jogo, coisa que o Renderizado não conseguiu (Problema semelhante ocorreu com a versão 3D0 de "The Need for Speed").
Sonoramente, Mario Kart 64 cumpre bem seu papel com músicas simpáticas, porém, os efeitos sonoros infelizmente as sobrepujam durante a partida. As vozes dos personagens estão bacanas, destaque para o Charles Martinet, que eternizou o "Mama Luigi, Number One (Na verdade é "I'm Luigi, Number One"). Os efeitos sonoros estão bacanas, e as musicas idem.
O tempo (e as versões seguintes [Super Circuit, Double Dash, DS e Wii]) fizeram mal a Mario Kart 64, tudo o de bom que tem nele, foi repetido nas versões posteriores e os aspectos negativos, foram arrancados, por assim dizer. É uma evolução da versão SNES, mas ao contrário desta, deixa um gosto agridoce ao longo do tempo. Recomendável apenas se você não tem um DS, ou Wii, ou GC. Ou seja, se você vive na era da emulação.
Esse jogo leva o selo Prince de qualidade.
